Eu tenho a morte dentro de mim e sim, eu sei, essa frase parece saída de uma senhora que mora com seus gatos e é vista como bruxa pela vizinhança. Talvez eu seja a bruxa, uma bruxa sem gatos. Uma bruxa que tenta arrumar seu horário para acordar pela manhã, e ainda sim, dorme todos os dias às 4 da tarde e acorda à meia-noite. Uma bruxa que tem a morte dentro dela.
Fazem anos que o mais sombrio de mim me aprisiona e já o enxerguei de diversas formas, mas sempre é uma figura feminina. Já foi meu dragão fêmea. Já foi meu monte a ser escalado fêmea, já foi minha melhor amiga. Ontem a vi como uma âncora, que afundou meu castelo para o mais fundo de todo o mar. Lá minhas lágrimas não aparecem. O que aparece, é uma questão; Será o oceano feito de lágrimas?